segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tailândia - o que você precisa saber?


Nossos seguidores que acompanham o facebook e instagram sabem que passamos dias maravilhosos em nossa última viagem. Foram 18 dias viajando para Tailândia e Camboja e descobrindo um roteiro cheio de encantos. Com certeza quem viu as fotos ficou com muuuuuuita vontade de reservar esse destino para as próximas férias!

Grand Palace - Bangkok


A Tailândia é um roteiro cada vez mais em alta e não é para menos! Um país riquíssimo em belezas naturais, abundante em diversidade cultural e ainda muito barato para os brasileiros! No primeiro post da série, escolhi falar sobre as dicas em gerais, indispensáveis pra organizar uma boa viagem pra lá. Tenho certeza que vai ficar muito fácil montar a viagem depois de ler esse post. 

Lógico que vou dar várias dicas de como tornar a sua trip ainda mais barata, mas sem perder o conforto, né?!? Achei legal abordar esse tema logo no começo, porque muitas pessoas se assustam com uma viagem pro continente asiático e acham que vai ser uma dificuldade chegar do outro lado do mundo ou que vai ser uma viagem caríssima, ledo engano, minhas duplas queridas! É possível, sim, viajar por conta própria para o Oriente e ainda gastar pouco (pelo menos, menos do que se imagina).

A organização é a base de qualquer viagem. Uma viagem bem organizada é a garantia de 70% que sua viagem vai dar certo! E pra montar o roteiro, nada melhor do que começar definindo quantos dias são necessários pra ficar por lá! Diria que o mínimo é de 15 dias, menos que isso, sugiro escolher outro roteiro! Duplas, pra chegar lá do outro lado do mundo demoooooora muuuuuuito tempo, a passagem nem sempre é barata, então não rola passar pouco tempo. Além disso, é tão lindo, mas tão lindo, que no melhor da festa vocês estariam indo embora. Vai por mim, não compensa!

É bom levar em consideração que será 1 dia e meio de deslocamento aéreo na ida e na volta e que possivelmente o cansaço vai pesar com o fuso, então procurem fazer um roteiro levando em consideração tudo isso.

Falando em vôo, não existe transporte aéreo direto para a Tailândia. Algumas das opções é viajar pelas empresas: Emirates, com conexão em Dubai; Quatar Airways, com conexão em Doha e as mais conhecidas dos brasileiros, KLM, Airfrance e British Airways. Como os vôos são longos, vale a pena conferir a política da empresa de stop over (ficar 1 ou 2 dias na cidade de conexão) ou ainda hospedagem na cidade de conexão, quando o tempo no local até o próximo vôo é bem demorado.

Fomos de Qatar Airways, saindo de São Paulo, por meio do programa de milhas smiles. As passagens pra Ásia costumam ser bem caras, então, a forma, sem dúvida, mais barata de viajar pra lá é por meio de milhas. Dificilmente vocês conseguirão uma passagem pra Tailândia por menos de R$3.000,00 (isso em promoção). O smiles, quando compramos, estava cobrando 50.000 milhas o trecho. Hoje em dia, não acho por menos de 80 mil milhas. Então, fiquem atentos às promoções! Escolham a data de viagem e façam pesquisas diárias, uma hora vocês conseguem.

Para acumular milhas, além dos meios mais clássicos, como transferência dos pontos do cartão de crédito e programas de fidelidade das empresas parceiras, acompanhem as promoções da própria rede de milhas. Este ano mesmo, anunciei aqui uma promoção bem vantajosa do smiles, que inclusive foi a utilizada pra conseguirmos as milhas restantes para a nossa viagem. A cada milha transferida para o amigo por R$ 0,03, vc recebia milhas em dobro, totalizando 200%.

Assim, o Diogo me transferiu 40 mil milhas por R$ 1.200,00, recebeu 80 mil milhas (as 40 mil de volta + 40 mil) e eu recebi 40 mil. Fiz o mesmo esquema com meu pai, transferi 40 mil pra ele e recebi 80 mil. No total, fiquei com 120 mil milhas (40+80) e utilizei 50 mil para comprar cada trecho pagando apenas R$1.200,00 (como cada um recebia 40 mil milhas por transferência, dividimos o valor em reais por dois, então cada transferência custou R$600,00, deu pra entender?). Conclusão: R$1.200,00 + tx de embarque = passagem ridiculamente barata!

Agora que vocês já viram que é possível viajar pra Tailândia sem gastar muito com passagem aérea, vamos à melhor época para encarar aquele paraíso! A estação na Tailândia é dividida em 2: o período das chuvas que vai de maio a outubro e o período da seca que vai de novembro a abril, sendo mais recomendado ir no período de novembro a fevereiro, em que as temperaturas estão mais amenas.

Maya Bay - A praia

Contrariando todas as informações, escolhemos ir em outubro. E muitos podem pensar, são loucos! Ir no período das monções?!? Pois é, mas levamos em consideração que o clima está completamente maluco no mundo inteiro e assim como no Rio de Janeiro nem sempre está frio no inverno, nem as águas de março fecham o verão, resolvemos arriscar e pagar pra ver! Até porque, São Pedro não saberia diferenciar o que seria final de outubro ou começo de novermbro, saberia?

Vou confessar que muitas horas fiquei tensa de estar indo no período das monções, principalmente quando descobri que em Koh Samui o clima é diferente e, na verdade, as monções estão começando nesse período. Bom, mas a passagem já estava comprada e só nos restava esperar pra ver. Já pensava nas chuvas e mar agitado que nos esperariam, mas confiei que tudo daria certo! E deu! :))) ehhhhh!!! Tenho certeza que esse relato vai acalmar muitos corações desesperados por saber se é possível ir fora de temporada!

Se pegamos chuvas? Sim! Mas foram suficientes para atrapalhar a viagem? Não! Definitivamente, não! E vou dizer mais, algumas nuvens que apareceram ao longo da viagem ajudaram muito a diminuir o calor! Um céu completamente azulado com aquele calor absurdo não é facil de aguentar! Graças à Deus tudo ocorreu bem, pegamos uma chuva forte em Chiang Mai na parte da noite, mas estávamos cobertos numa feirinha local e não chegou a atrapalhar. As chuvas são como as nossas de verão, ou como as da região amazônica, pesadas e rápidas. Na região das praias, só pegamos chuva em Koh Samui e diria que foi o único ponto da viagem em que a chuva atrapalhou, pois desanimamos de conhecer Koh Tao. Também chegou a chover uma noite em Bangkok, já no final da viagem, quando retornávamos para passar o último dia. A chuva também foi rápida e forte, a ponto de alagar algumas ruas e causar um pouco de trânsito, mas não a ponto de atrapalhar nosso roteiro, pois estávamos indo para o hotel dormir. Em todos os outros dias da viagem, muito sol e calor! Aliás, calor, muito calor, todos os dias!

Falando em sol, levem roupas frescas, porque lá é muito úmido e muito quente. Não se preocupem em levar muitas roupas, as lavanderias cobram aproximadamente 4 reais para 1Kg de roupa! As empresas aéreas que fazem os vôos internos, como a Bangkok Airways e Air Asia cobram pelo peso extra, então todas as passagens internas foram compradas pagando-se a mais para levar uma mala de 20kg. As empresas não são muito rigorosas, mas é bom não exagerar! A BKK Airways foi a única que vimos exigindo o limite, mesmo assim, era possível levar até 20,9kg que eles não reclamavam.

Levem protetor solar e repelente de mosquito. É fato que vocês irão precisar! Além de todos os itens que a gente listou aqui no blog ver lista. Leitura obrigatória na hora de arrumar a mala ;)

Outra dica preciosa é a escolha dos lugares que vocês querem visitar. Só dá pra saber quantos dias passar num país se vocês tiverem um mínimo de ideia do que querem ver por lá. A não ser que vocês já tenham uma data pré definida e aí não tem jeito, vão ter que cortar algumas cidades.

O que não falta é lugar interessante na Tailândia pra conhecer, mas em viagem nunca dá pra ver tudo (o que é sempre um motivo pra acabar voltando, né?! rs). Então vamos listar aqui os imperdíveis e quanto dias passar nesses lugares:

1- Bangkok: Impossível não visitar a capital da Tailândia. É lá que vocês vão encontrar grandes templos e, provavelmente, será sua porta de entrada e saída do país. Reserve no mínimo 3 dias para a cidade.

Buda deitado



2- Ayutthaya:Vocês podem fazer um bate e volta para a cidade saindo de Bangkok ou, ainda, seguir caminho para Chiang Mai, já que fica no meio da rota. Cheia de templos e ruínas, foi capital do Reino de Sião.


3- Chiang Mai: Uma cidade arborizada e bem diferente das duas anteriores. Achamos muito bonitinha! É lá que, além de templos lindíssimos, é possível andar de elefante, visitar os tigres e conhecer as mulheres girafas. Dois dias é suficiente, caso não queiram passar o dia inteiro com os elefantes. Se quiserem e tiverem tempo, acrescentem mais um dia para ir a Chiang Rai, conhecer o templo branco e o triângulo dourado.



4- Praias: Reservem alguns dias para conhecer as belezas naturais da Tailândia visitando algumas praias e ilhas. Os principais destinos são Krabi, Phuket e Koh Phi Phi, onde é possível visitar Maya Bay, cenário do filme A Praia, com Leonardo de Caprio. Do outro lado da área continental é possível visitar Koh Samui, Koh Tao e Koh Phangan, que é onde acontece a Full Moon Party (festa da lua cheia). A quantidade de dias em cada lugar, vai depender do gosto de vocês por praia, que é a principal atração desses lugares. Não ficaria menos de 6 dias, a não ser que tenham pouco tempo, mas aí escolheria o lado de Koh Phi Phi e abriria mão de conhecer a ilha de Samui e vizinhas.

Phra nang Beach


Quanto à locomoção interna entre as cidades, optamos por fazer de avião, pois economizaríamos tempo e as passagens não estavam tão caras (as viagens duram em média 1 hora e custam em torno de R$ 300,00 já incluída a taxa de bagagem). O bate volta para Auytthaya fizemos a ida de trem e a volta de van. Nas cidades, nosso principal transporte era o Tuk tuk ou o táxi e tinham que ser barganhados, sempre levando em consideração o número de pessoas. Tente fazer com que ele cobre pelo taxímetro, sai sempre mais barato, desde que o motorista saiba realmente para onde está te levando.

A moeda é o Bath Tailandês e as casas de câmbio são facilmente encontradas. A melhor cotação encontramos em Koh Samui, mas não tinha uma diferença muito grande.

É difícil encontrar alguém que fale um bom inglês, mesmo em Bangkok. Porém, isso só nos criou dificuldade na hora de pegar o táxi. Falando em táxi, cuidado com eles, muitas vezes não sabem para onde estão te levando, te deixam em outro lugar que não foi o pedido ou te levam para algum lugar para ganhar comissão do restaurante ou loja, mas isso tem em qualquer lugar do mundo.

Uma dica de um lugar que deixou saudade em nossos corações (rsrsrrs) foi o seven eleven, loja de conveniência que existe em cada esquina e que foi muuuuuuuuito frequentada nessa viagem! Era lá que tomávamos café quando não estava incluído no nosso hotel (e vale a pena, heim ?!? A média do preço de café da manhã nos hotéis é de R$ 25,00, enquanto que na loja de conveniência, se pagava muito menos por um bom café da manhã, menos de R$5,00 ). Era nossa loja preferida pra descansar entre um templo e outro e, lógico, sempre aproveitávamos pra fazer um lanchinho. Um sorvete corneto custava apenas R$ 2,50 o que aqui no Brasil é o preço de um frutare. Além disso, lá vende um dos presentinhos mais baratos: o balm de massagem. Comprei o meu por apenas R$ 2,50. E também outros produtos interessantes como cremes de beleza e demais cosméticos. Comprei shampoos de marcas conhecidas, em embalagem de viagem, o que é difícil de achar aqui no Brasil.

Quanto gastar? Em uma viagem de 16 dias na Tailândia e Camboja, já tirando o dia de ida e volta, gastei aproximadamente $1.000,00 (mil dólares) com alimentação, passeios, tickets e souvenirs. As passagens aéreas internas (6 vôos) totalizaram aproximadamente R$2.000,00 e os hotéis custaram mais ou menos R$1.500,00. Esses preços foram por pessoa, em quarto duplo e com refeições de leve a moderada, o que significa dizer que muitas vezes optávamos por lanches ao invés de refeições em restaurantes, mas saibam que não é difícil achar pratos de R$20,00 a 30,00.

Por fim, o bizu vai para os trajes. Como são muitos templos pra serem visitados toda atenção com a  roupa é importante. Os ombros e joelhos devem ser cobertos e os sapatos devem ser retirados ao entrar nos templos (nunca vi pisos tão limpos) na maior parte é possível cobrir os ombros com um lenço. Os homens conseguem entrar com bermuda na altura do joelho. Como o calor é muito grande, vale a pena ir de short e colocar um lenço simulando uma saia na altura do joelho só pra entrar no templo.No entanto, no Grand Palace, em Bangkok, eles foram beeeeeem exigentes e nos obrigaram a comprar uma blusa de manga para entrar e olha que fomos insistentes, tentamos de todos os jeitos transformar a pashimina em blusa, mas não rolou! Quanto aos sapatos, calce algo que seja fácil de tirar e colocar, vale até havaianas.

Acho que essas são as principais dicas gerais da viagem pra Tailândia (que também podem ser aproveitadas pra Camboja), as demais vou passar quando escrever o roteiro das cidades pra vocês. Se tiverem alguma dúvida, deixem seu comentário aqui. Espero que tenham gostado!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Veneza


Duplas queridas,

Desculpem  a ausência....esse post já estava no forno faz um tempinho, mas tava atualizando as informações pra vocês, afinal, essa viagem foi feita em 2009 e de lá pra cá algumas coisas mudaram! Começo o destino de hoje com um poema, que talvez não seja rico em técnica, mas é rico na percepção dessa cidade cheia de encantos.

Veneza

Ver teu mar
e se encantar
o pôr-do-sol, a fascinar.

Veneziar e descobrir
o que nas ruelas está por vir
Direita, esquerda, onde virar?
não importa aonde, em cada canto

o sol se põe e o laranjar
colore o céu com todo encanto.
A lua nasce e nesse encontro
a brisa bate pra emoldurar

A ponte ao longe anuncia
um suspiro, um certo amar
O sol nasce novamente
e não se cansa de brilhar.

Veneza é um lugar único no mundo, seu romantismo vem de todo o fascínio causado por suas ruelas, seus canais, passeios de gôndola, máscaras de carnaval espalhas pelas ruas, que conferem um ar de fantasia ao local. É como se tudo fosse mágico! Difícil imaginar que existem moradores vivendo naquelas ilhas, trafegando por aqueles canais rumo ao trabalho.

'camelô' com máscaras de carnaval

Cada ruela e ponte traz uma surpresa

Piazza San Marco e uma gôndola ao fundo



Veneza e seus canais






























Fomos em setembro e pegamos dias ensolarados. Não esqueço do brilho do sol batendo em suas águas e a brisa da manhã refrescando nossos passeios. Se vocês estiverem por lá no primeiro domingo de setembro, poderão acompanhar a regata das gôndolas. É lindo ver as gôndolas, com todo o seu colorido, enfeitando os canais de Veneza. Um encanto à parte que só quem vai nesse período consegue desfrutar. O lado ruim é que os vaporettos deixam de circular enquanto acontece a competição e você acaba ficando, literalmente, ilhado! Mesmo assim dá pra curtir bastante, caminhando pelas ruelas.



acervo pessoal - regata de gôndolas

Outro período interessante para visitar a cidade é o carnaval! Veneza tem um dos carnavais mais famosos e antigos do mundo, mas vá preparado para o frio, a temperatura é bem baixa nessa época do ano para nós brasileiros! Durante a festa, a piazza San Marco fica cheia de mascarados. A programação completa pode ser vista clicando aqui e conta com atrações como o vôo do Anjo, a escolha de Maria (tipo a rainha da festa) e o cortejo aquático. Além disso, existem bailes de máscara! Imagina participar de um baile de máscara? Me sentiria a própria Julieta rsrsrs

acervo da internet

acervo da internet



























Veneza é conhecida por estar afundando. Em determinadas épocas do ano a cidade sofre com alagamentos e mau cheiro. Então, qual o melhor momento para conhecer Veneza? O clima normalmente é agradável na região, devendo ser evitado entre novembro e janeiro, por ser maior a probabilidade da acqua alta (enchentes), além do frio e neve que tomam conta do lugar. Agosto também não é recomendado, por ser o mês oficial do turismo na Europa (esse título é por minha conta rsrs), as cidades turísticas, como Veneza, de um modo geral, ficam cheias e com muitas filas. Fui no começo de Setembro e não me arrependi, o clima estava ótimo, com dias ensolarados. Muitos turistas na rua, é verdade, mas nada que tornasse o lugar insuportável.

Pôr-do-sol visto do vaporetto com a piazza San Marco ao fundo

Nos hospedamos em um quarto privativo no Ostello Santa Fosca, um antigo convento, administrado por jovens. O quarto tinha um pé direito alto, com 2 camas de solteiro. Tivemos problemas em conseguir toalhas, que eram alugadas no local. Na primeira noite, improvisamos um "banho de gato" e nos secamos com o papel higiênico, que era uma espécie de papel toalha, bem absorvente. Foi o jeito, né ?!? Melhor do que ficar sem banho depois de um dia de caminhada! Tirando esse contratempo, o hostel ficava próximo à estação de trem e atendeu bem as 3 noites que passamos na cidade. Esse albergue fica na região de cannaregio e como já disse é onde fica a estação de trem Santa Lucia, o que facilitou bastante a nossa vida, já que nosso trem partia bem cedo.


quarto duplo do Hostel

Entrada do antigo convento transformado em hostel

Café da manhã na escada da estação S. Lucia



















Ponte em frente à estação S. Lucia - reparem nas escadas






















Se vocês não estiverem economizando, podem se hospedar no bairro de San Marco, que é onde ficam os principais pontos turísticos da cidade. Lembrem-se apenas que não existe carro nas ilhas e o transporte é feito todo a pé ou por barcos (vaporettos). Levem isso em consideração na hora que forem escolher o hotel. Ahhhh e peguem as instruções de como chegar nele também. Ir a Veneza e não se perder é como ir a Paris e não ver a torre Eiffel.




Como não se perder em Veneza ??? Dupla de viagem: Vanessa Barbosa

Falando em transporte, a melhor opção é comprar o passe para os museus e para o transporte público no site. Atualmente, o touristic city pass, para maiores de 30 anos, custa 39 euros e inclui a entrada em alguns museus e igrejas, com até 20% de desconto e duração de 7 dias. Já o cartão para o transporte, custa 20 euros, para 1 dia e 30 euros, para 2 dias. No site é possível ver outras opções.

É possível chegar em Veneza de avião. O aeroporto Marco Polo fica em Mestre (bairro ligado ao continente) e de lá vocês precisarão pegar um transporte para o centro histórico de Veneza, que pode ser aquático, por meio dos vaporettos e táxis aquáticos (a viagem é mais demorada) ou terrestre, por meio dos shuttles e ônibus comuns.

A forma, na minha opinião, mais fácil de chegar em Veneza é por meio do trem. Vocês devem desembarcar na estação Santa Lucia. Em frente a ela, vocês verão o grande canal e um "ponto" de vaporetto, dali vocês poderão seguir as coordenadas até encontrar o hotel, seja a pé ou pegando um desses barcos.
As informações turísticas podem ser obtidas na própria estação de trem e os principais pontos turísticos são:

1) Piazza San Marco – tem a Basilica di San Marco (grátis. Seg a Sab-9.45h a 17h e dom. 14h a 16h), dentro dela está o Tesoro della Basílica (3 euros) e atrás do altar principal a Palla d’Oro . Na mesma praça tem o  Campanário (=Campanile)  (ter a dom: 9h as 19h). 8 euros adulto, 4 estudante. Ótimo ponto para ter uma vista da cidade  e a Torre dell’Orologio (sec.XV), que mostra mostra não somente as horas, mas também as fases da lua, o movimento do sol e as constelações do zodíaco. Ele toca de hora em hora e é uma atração à parte.











2)  Palazzo Ducale – ao lado da Basílica. 8:30h as 18h. 16 euros adulto, 8 euros entre 15 e 25 anos e rolling venice card. É por esse palácio que se atravessa a ponte dos suspiros, que tem esse nome não por uma conotação romântica, mas sim por se tratar do último suspiro que os condenados davam antes da sua execução, já que tinham que passar por ela obrigatoriamente e de lá podiam enxergar um pouco da cidade.




vista da Ponte dos Suspiros





3)    O Grande canal pode ser atravessado por 4 pontes: Rialto data do ano de 1588, é a mais importante e antiga delas; Accademia construída originalmente em metal; da Constituição e dos Descalços, que fica em frente à Estação de trem.

4)  Galleriadell’Accademia di Veneziaao lado da ponte Accademia. (ter/dom 8:15h às 18:50h) Contém a maior coleção de arte veneziana. Preço: 6,50 euros; 3,25 para jovens europeus entre 18 e 25 anos e gratuita para menores de 18 e maiores de 65 anos.

5)FondazionePeggy Guggenheim – Fica no palazzo Venier dei Leoni, onde a Peggy Guggenheim viveu,  Fondamenta Venier dei Leoni 710, Dorsoduro. 10h-18h. Preço: Adultos: €15; idosos com mais de 65 anos €12, estudantes com menos de 26 anos e carteira de estudante  €9, crianças com menos de 10 anos gratuito. Os tíckets podem ser comprados online e mesmo que já tenham esgotado é possível comprá-los no local.

6) Ilha de Murano (vaporetto 12, 41,42), Museo Del Vetro (10h-17h) preço: 10,50 euros ou 8 euros para estudantes e idosos. Sinceramente, não achei que esse museu valeu a pena. Acho mais interessante visitar uma fábrica de vidro e suas lojinhas com cada coisa mais linda que a outra.




DICAS:

>> Cuidado com as malas, se possível, leve pouca roupa. É bem provável que vocês tenham que andar alguns minutos com ela. Lembrem-se que mesmo que seu hotel fique a apenas 5 minutos a pé da estação de trem, carregando mala (mesmo com rodinha) parecerá uma eternidade. Além disso, as pontes têm escada. Existe a possibilidade de deixar a mala principal na estação pelo valor de 13,50 euros a diária (tem funcionários de 6 às 23h) e levar apenas uma mochila com o necessário para o hotel.

>> Peguem as instruções de como chegar no hotel, de preferência com o mapa. Ainda assim, é possível que se percam (faz parte).

>> A focaccia da estação de trem é muito boa, da pra tomar um bom café da manhã por lá.

>> O blog do viaje na viagem, que sou fã, traz excelentes dicas de como se locomover em Veneza clique aqui

>> 3 dias é tempo suficiente para aproveitar e conhecer a cidade, com calma você consegue visitar os principais pontos turísticos citados aqui no blog, curtir um jantar/almoço, sentar e apreciar o pôr-do-sol e se perder pelas ruelas de Veneza.



A gente anda o dia inteiro e vai encontrando igrejas maravilhosas como essa da foto, cafés ao longo dos canais, restaurantes, museus e muitas paisagens.

Ao final do dia, as luzes se acendem e a vista do canal continua linda. Ao longo dos canais vocês podem sentar nos restaurantes e apreciar uma boa culinária italiana! Manja que te fa bene

É isso, duplas!!! Espero que tenham gostado e não deixem de incluir Veneza em sua próxima viagem ! Vocês não vão se arrepender! Se gostaram é só curtir e compartilhar :)))


terça-feira, 16 de junho de 2015

Vídeo - Milão


Duplas,

No roteiro de Milão clique aqui comentei com vocês sobre uma tradição de dar 3 voltas ao redor do touro pra trazer fertilidade. Confiram o vídeo aqui :))) Reparem na minha carinha de menina rsrsrs Esse vídeo é de 2009, meu primeiro mochilão !!! Narração de Vanessa Barbosa!





Vou publicar outros vídeos sobre a cidade depois! Espero que curtam. Beijooooosssss

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Milão

Duplas queridas,

Seu pedido é uma ordem! Os próximos posts serão sobre a Europa, levando em conta um roteiro usado no meu primeiro mochilão: Milão > Veneza > Innsbruck > Salzburg > Viena > Budapeste > Praga > Munique (oktoberfest) > Zurich > Berna > Genebra > Milão.

Vamos começar nosso tour na Europa pela Itália, terra da comida farta, do falar com as mãos, do futebol, do clima quente e de tantas outras coisas que tornam esse país um dos principais destinos turísticos do mundo, mais precisamente de Milão.

Milão é uma cidade cosmopolita, que recebe vários estrangeiros a trabalho e tem, aproximadamente, 14% de sua população composta por pessoas de fora. Talvez, por isso, o mês de agosto é praticamente deserto na região. A cidade tira "férias coletiva" e não é difícil encontrar um bilhete na porta dos bares e restaurantes avisando do recesso. Programe sua visita pra outro período!

Nosso mochilão começou e terminou por Milão, pois foi a cidade que encontramos a passagem aérea mais barata, dentro da proposta do nosso roteiro, mas não sei se isso necessariamente é uma regra.

Não é preciso reservar muitos dias para conhecer a cidade, em um dia é possível visitar a maior parte dos pontos turísticos, que ficam próximos um dos outros. 

Ao chegarmos no aeroporto, pegamos um ônibus até a milano centrale (estação de trem). Compramos o ticket no próprio aeroporto. O site com mais informações do shuttle é o clique aqui. A passagem, atualmente, custa 10 euros e o passe de ida e volta 16 euros. 

Chegada no aeroporto, próximo à saída do shuttle


Nos hospedamos no Hotel Brasil. Lembro que na época foi difícil achar disponibilidade de hotel e acabamos optando por esse. É um prédio com elevador antigo, mas com quartos bem grandes. Pegamos uma suíte. O café da manhã é do tipo self service, com máquina de café, alguns biscoitos, cereais, nada demais... Um dos recepcionistas arranhava um português. Não é um hotel maravilhoso, mas dá pra quebrar o galho por uma noite. Pra chegar no hotel, pegamos o ônibus 92, próximo à estação central.

No mesmo dia, pegamos o ônibus 60, que nos deixou no San Babila, próximo à piazza Duomo, onde fica a catedral. Uma das entradas da galeria Vittorio Emanuele (dar 3 voltas ao redor do touro - dizem que traz fertilidade) também fica nessa praça e ao final da galeria saímos na praça do Teatro Scala (7 euros inteira, 5 euros para grupo). Como já passava das 18hs, estava tudo fechado, então jantamos na rua lateral da catedral, em um daqueles restaurantes/cafés, com mesas do lado de fora.


Duomo a noite

Restaurante na rua lateral do Duomo

Galeria Vittorio Emanuele
Ficamos na rua até umas 21hs e como não encontramos local para comprar o bilhete, pegamos o ônibus de volta "di gratis" (Fiquem atentos para comprar o ticket com antecedência, demos sorte de não ter tido fiscalização)

No dia seguinte, o relógio não despertou e acabamos acordando às 8:10, naquela correria pra tomar o café da manhã e ir pra rua, queríamos aproveitar o dia inteiro pra conhecer tudo, afinal, só tínhamos aquele dia em Milão!

Quase me barraram no Duomo, porque estava de camiseta (Tomem cuidado com a roupa ao entrar em templos religiosos em toda parte do mundo, ou leve sempre um lenço que possa cobrir os ombros). Em volta da catedral é possível fazer um tour a pé pela galeria Vittorio Emanuele, conhecer o teatro scala e seguir até o Castelo Sforzesco, com entrada gratuita e muitas obras expostas.


Duomo de dia

Dentro do Teatro alla Scala di Milano

Praça entre a galeria e o teatro com o monumento de Da Vinci
Castelo Sforzesco

 
Dentro do castelo
Dali, pegamos um metro até o Cenacolo Vinciano, onde é possível ver a "Última Ceia" pintada por Da Vinci, entre 1494 e 1498. Não compramos o ingresso com antecedência, mas recomendo fazê-lo. Demos sorte de chegar lá e encontrar ingressos disponíveis. A visita dura 15 minutos e só admite 30 pessoas por visita (8 euros- inteira, 4,75 euros entre 18 e 25 anos). É possível comprar o ticket online no link (só clicar em cima do cenacolo vinciano).

Entramos na igreja Maria das Graças e fomos até o Museu Nacional de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci que fecha às segundas e abre de 9:30 às 19:30 nos outros dias, exceto aos sábados, que vai até às 21h. Tem visitas guiadas de 10h até 45 min antes de fechar. Custa 10 euros inteira e 7,50 para menores de 25 anos. Conta com várias invenções e é muito interessante.


Acervo da internet - a última ceia


Igreja Santa Maria das Graças (onde fica a Última ceia)


dentro do Museu de ciência e tecnologia

ainda dentro do museu

Voltamos para o Hotel no bus 60, na piazza San Babila, para pegar a mochila e sair correndo, porque já estávamos atrasadas para pegar o trem rumo a Veneza. Dito e feito, perdemos o trem, mas nos informaram que era só pegar o próximo (às 19h) e pagar 8 euros de diferença.

Conclusão: Milão é uma cidade fácil de conhecer. A grande parte dos passeios pode ser feita a pé, ou pegando algum transporte público. 1 dia foi suficiente para conhecer tudo, mas se vocês pretendem assistir a um jogo de futebol ou um ballet/ópera, recomendo dormir mais uma noite. Pra quem gosta de moda e tem dinheiro para gastar nas caríssimas lojas, se jogue no quadrilátero de Ouro, entre as vias Montenapoleone, della Spiga, Manzoni e Corso Venezia!

Informações úteis:

Polícia: 112 a cobrar 800172211
Bombeiros: 115
Consulado brasileiro: Corso Europa, 12 f - 20122 tel +39 02 777107 Plantão +39 3357278117
Informações Turísticas: Piazza Del Duomo, 19/a, subsolo 8:45 -13h, 14-18h; Stazione centrale 8-19h
Opções de passeio em/a partir de Milão: site

Nossa próxima cidade será Veneza e eu já estou ansiosa para começar a escrever. Simplesmente amei aquela cidade! Seus canais, suas ruelas e o clima gostoso da cidade me deixaram apaixonada! Com certeza é uma cidade para voltar mais vezes (da próxima vez, num clima mais romântico, para fazer um passeio de gôndola). Aguardem e não vão se arrepender!

Se gostaram desse post é só curtir! Se ficou alguma dúvida é só comentar :)

Leia também: Europa - a primeira vez a gente nunca esquece 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Mais decoração

Olá, duplas !!!!!


Nada mais gostoso do que ter nosso cantinho do jeito que a gente gosta, não é mesmo ?!? Um lugar pra chamar de MEU!!! E pra deixar o nosso LAR DOCE LAR com a nossa cara é preciso usar a imaginação e CRIAR !!! Porta-retratos, quadro de fotos, frases de incentivo, velas, objetos de decoração em geral e muita CRIATIVIDADE!!!

Um viajante que se preze traz, além de muitas histórias pra contar, lembrancinhas dos lugares que visita. São imãs, cartão postal, fotos, pesos de papel, copos de bebida, pratos de porcelana e muito mais. Mas onde colocar tudo isso quando a gente volta pra casa ??? Temos que tomar cuidado pra que tudo isso não vire quinquilharia e acabe ficando esquecido num canto da sala!

O Dupla de Viagem vai dar algumas sugestões de maneiras interessantes de fazer essa decoração. São dicas simples, mas que dão um ar diferenciado a nossa decoração, além de deixar tudo com o nosso jeito.

Imã na geladeira ??? Será que encher a geladeira de imã é o jeito mais legal de deixar registrada a lembrança dos lugares percorridos ?!? Que tal destacar suas viagens com um quadro de imãs em um lugar especial da sua sala ou do seu quarto ?

acervo pessoal


E que tal deixar marcado todos os lugares que vocês já foram e/ou pretendem ir? Nesse mapa mundi, coloquei mini imãs para marcar os países visitados. Uma ideia legal para dar mais cor ao quadro é pintar cada imã com uma cor de tinta ou cola colorida diferente. Os imãs de alvo, que já vieram com o quadro, foram usados pra marcar os futuros destinos que, quem sabe um dia, ainda faremos!


acervo pessoal

Outra dica bem legal que eu vi na casa da dupla Dani e Duda, é fazer um nicho iluminado para colocar os copos de tequila comprados nas viagens. Um jeito bonito e criativo de deixar a lembrança das viagens em um canto de destaque da casa. Muito legal, né ?!? Adorei!!! Aproveito para agradecer a participação :)





E aí, vocês também têm alguma dica de decoração interessante pra compartilhar com a gente ?!? Marquem o dupla de viagem nas redes sociais e mostrem pra gente como vocês decoram com os souvenirs de viagem. ;) Bjo grande em todos e bora curtir o feriado......viajando, claro!

sábado, 18 de abril de 2015

Europa - a primeira vez a gente nunca esquece

Olá, duplas!!!!!

Atendendo a pedidos (FB e Insta), hoje vou escrever sobre a MAIS QUERIDINHA de todos os viajantes, a EUROPA!!!! Foi o meu primeiro amor! Começou bem cedo, quando eu ainda tinha 12 anos e fui morar na Alemanha. Foram 6 meses maravilhosos, de viagem, enriquecimento cultural, descobertas e uma experiência marcante, que ficou na minha memória pra sempre.

E tem como não se apaixonar?!? É o berço da civilização, com castelos medievais, jardins exuberantes, obras de arte, inúmeras exposições, entre outros atrativos, que tornam o velho continente um lugar APAIXONANTE! Como não se encantar com a cor do mar mediterrâneo, o calor dos espanhóis, o charme da França, a familiaridade de Portugal, as tulipas da Holanda, os chocolates belgas, as salsichas alemães, as construções do leste Europeu, enfim, por tudo ???

Nessa primeira viagem, conheci as cidades de Berlim, Dresden, Bremen, Munique, Londres, Amsterdam, Paris, Nice, Roma, Madri, Barcelona, Toledo, Praga, Lisboa. Depois disso, demorei um pouco mais pra reencontrar o meu amor. Afinal, já grandinha, era preciso ter meus próprios meios pra bancar uma viagem desse tipo. Então, com 25 anos voltei a Europa!

A viagem foi organizada com bastante antecedência e pesquisada nos mínimos detalhes. Foram 24 dias, viajando de mochilão pela Europa. Minha dupla de viagem foi a Vanessa e os países escolhidos foram: Itália (Milão, Veneza); Áustria (Innsbruck, Salzbrug e Viena); Hungria (Budapeste); Rep. Tcheca (Praga); Alemanha (uma passada rápida pela OktoberFest, em Munique) e Suíça (Berna, Thun, Lucerna, Genebra e Zurique). Foi em 2009, no mês de setembro.

Meu segundo mochilão pela Europa foi em 2011. Dessa vez, o grupo cresceu e ganhou mais 3 viajantes, meus irmãos e a namorada de um deles, na época. O foco da viagem era festas e praias, afinal, viajamos no verão europeu. Nosso destino foi Espanha (Barcelona, Ibiza, Formentera); Itália (Nápoles, Pompéia e Costa Amalfitana); Grécia (Mikonos, Santorini e Athenas) e Croácia (Dubrovinik, Hvar e Split).

Em 2013, voltei a Europa, novamente com minha amiga Vanessa, e a Camilla, minha amiga de longa data, que está morando em Londres e já viajou comigo para o Chile (viagem que merece um post mais tarde). Fomos em maio, pra curtir um clima mais friozinho pela região da Escócia, Irlanda, Bélgica e Inglaterra.

Em 2014, quebrando a sequência de viajar pra Europa de 2 em 2 anos, fui para a Turquia.....tudo bem, é Euroásia, mas ainda sim, tem uma parte do velho continente rsrs

Enfim, existe muito conteúdo para os próximos post e não vejo a hora de contar tudo pra vocês. Sem falar na minha dupla de viagem que já visitou alguns países que eu ainda não conheço, como a Rússia e a Suécia.

Esse primeiro post da série Europa vai ajudá-los a montar o  roteiro, escolher os meios de transporte, o número de dias e dar algumas dicas baseadas em nossas experiências pessoais. Achei importante fazer essa introdução pra vocês; primeiro, pra vocês saberem o que podem esperar dos próximos posts e segundo, pra passar algumas informações que são importantes pra ajudar a montar a viagem.

Então, vamos lá....vou tentar tirar algumas dúvidas para uma dupla viajante, que vai pela primeira vez para a Europa, lembrando SEMPRE, que TUDO é relativo!


  • Qual a melhor época pra viajar pra Europa?
A Europa fica no hemisfério norte e tem o clima bem diferente daqui, com estações bem definidas:

Primavera: março, abril e maio
Verão: junho, julho e agosto
Outono: setembro, outubro e novembro
Inverno: dezembro, janeiro e fevereiro

A primavera tem um clima agradável, as flores deixam os jardins mais bonitos e perfumados e o sol começa a se preparar pra aquecer. O verão pode ser ameno em alguns países, mas em outros, é intenso. É a estação mais alegre, com vários eventos e festivais. Os parques ficam cheios e as praias também. O outono é caracterizado por sua cor avermelhada, das folhas que se preparam para cair. Tem um clima gostoso também. O inverno é rigoroso e é possível encontrar neve em muitos lugares, com poucas horas de iluminação. 

Como tudo é relativo, vai depender do tipo de turismo que vocês pretendem fazer por lá! Esquiar? Inverno. Praias? Verão. Turismo para conhecer as cidades e a cultura local de maneira geral? Na minha opinião, primavera e outono, de preferência nos meses mais próximos do verão, para pegar um clima mais ameno (maio e setembro). Ahhh, vale lembrar que a estação mais cara para se viajar é o verão #FicaADica


  • Como escolher os destinos?
Vai do gosto e interesse pessoal de cada um. Cada lugar tem seus encantos! Indico escolher países próximos, que sejam passagem para chegar até outro. Vocês podem perder muito tempo com deslocamento se resolverem fazer uma viagem com países muito distantes. Imagina um roteiro com Rússia, Portugal e Croácia ??? Pra facilitar, vou colocar o mapa da Europa aqui embaixo :)



Tem gente, que prefere escolher um país e se aprofundar nele, outros preferem aproveitar para conhecer vários ao mesmo tempo. Eu sou do tipo que prefiro me aventurar por vários destinos! A viagem fica mais corrida, dá mais trabalho, mas é mais diversificada e dinâmica. 

  • Como se locomover internamente? Trem, ônibus, avião ou carro?
Ir a Europa e não andar de trem é o mesmo que vir ao Rio e não visitar o Cristo Redentor, andar de trem tem todo um charme, ainda mais para nós, brasileiros, que não estamos acostumandos com isso (infelizmente). Além disso, pode facilitar muito a vida do viajante. encomizando tempo e dinheiro. Existem alguns passes, mas é preciso estudar se realmente vale a pena o investimento e, normalmente, não vale.

Os aviões podem ajudar muito quando a distância é grande. Mas e se for pequena? Aí tem que ver o custo-benefício. A viagem de avião pode sair mais demorada que a de trem, se vocês levarem em consideração a antecedência para chegar no aeroporto, que às vezes fica afastado da cidade, o tempo para check in, despachar as malas, pegá-las de volta no destino final e de vôo, propriamente dito. Indo de trem, basta chegar com um pouco de antecedência para localizar a plataforma, entrar com a mala e sentar na poltrona, sem mistério! Só fiquem atentos sobre a necessidade de reservar lugar.

O carro é ideal para aqueles lugares que não tem trem, mas é preciso ver até que ponto o carro vai tornar a viagem mais confortável. Em grandes cidades, com trânsito e limitações para estacionar, eu não recomendo, pode tornar a viagem estressante e mais demorada. O carro é ideal para cidades da Costa Amalfitana, por exemplo, com belas paisagens na estrada e sem trem que faça a ligação entre elas.

Já li alguns relatos de algumas pessoas que usam o ônibus para viajar pela Europa, mas ainda não me convenci de ser o melhor transporte. Já usei esse meio de transporte em alguns trechos que não era possível ir de trem e talvez seja uma opção para aquelas pessoas que não queiram alugar carro. 

Vou deixar aqui alguns  links para facilitar a pesquisa de vocês sobre os meios de transporte:







  • Quantos dias em cada cidade?
Para capitais e grandes cidades sugiro no mínimo 3 dias, se vocês forem do tipo de dupla que aproveita o hotel apenas para dormir. Cidades como Paris e Londres o ideal é de 4 a 7 dias, isso se vocês não quiserem morar lá para o resto da vida rsrsrs Cidades menores podem ser conhecidas no estilo bate e volta, ou seja, vocês fixam a base em uma cidade próxima maior ou com mais estrutura e passam apenas o dia na cidade vizinha. Como pode ser feito, por exemplo, entre o Rio e Niterói ou o Rio e Petrópolis.

Uma coisa que facilita muito o turismo nas principais cidades é o hop on hop off, um ônibus que circula com os turistas pelos principais pontos da cidade, com áudio-guia em vários idiomas e além da visão panorâmica da cidade, proporciona ao turista a chegada nos pontos selecionados e retorno para o ponto turístico seguinte.



  • Quanto levar?
Esse é outro ponto que é super relativo. Vai depender do tipo de turismo que a dupla pretende fazer, a época escolhida, o estilo de refeição, se os hotéis/hostels já estão pagos, a quantidade de passeios, enfim, da programação de cada dupla. Um valor razoável, que vai dar uma margem de segurança, é 100 euros por dia, por pessoa.

Um site legal, que descobri a pouco tempo ajuda a calcular a despesa da viagem. Vale a pena conferir: Quanto custa viajar ?

  • Quando comprar a passagem?
Depois que a dupla resolveu mais ou menos o período que pretende viajar, o roteiro e quantos dias pretende passar, chegou a hora de comprar a passagem. Não se deixem levar pelo impulso das promoções, às vezes o barato sai caro. 

Não adianta comprar uma passagem se vocês não sabem ainda quais as cidades que serão visitadas, quantos dias serão necessários  para conhecê-las e se é um bom período para conhecê-las. Pesquisem bastante antes e só depois de muito estudo comprem a passagem. Os preços variam e é bom acompanhar durante um tempo para saber quando, realmente, o preço está valendo a pena. 

  • Visto - É necessário para brasileiro?
Para quem pretende fazer turismo e não vai passar mais de 3 meses na Europa, não precisa de visto. Alguns países exigem apenas o seguro de viagem e a validade mínima do passaporte. Duplas, atenção ao passporte, a última vez que fui renová-lo demorei dias pra conseguir uma data de agendamento, então, nao esqueçam de verificar a validade dele antes de resolver viajar.

  • Vacinas
Apesar de não ter nenhum exigencia de vacinação para o continente europeu, o site da ANVISA recomenda: "Apesar de não haver, no momento, exigência de vacinação contra o sarampo para visitação a ouros países, é recomendado que viajantes com destino a páises com ocorrência dessa doença, como os do continente europeu, atualizem a vacina contra o sarampo pelo menos 15 (quinze) dias antes da viagem." 


É.....duplas, pra fazer uma viagem por conta própria é preciso ter disposição!!!! São vários meses de pesquisa até formar a viagem perfeita, mas depois que ela acontece, não tem realização maior! Cada detalhe é personalizado e a viagem vai se moldando à dupla de forma que o quebra-cabeça se complete! Cada peça que é colocada no seu lugar é um sorriso no rosto e quando a brincadeira acaba, não tem nada mais prazeroso do que ver tudo montado pelas suas proprias mãos. No final, a gente percebe que todo o trabalho e tempo perdido não foram em vão, porque cada lugar conhecido na viagem faz parte desse imenso quebra-cabeça!

E aí ?!? Vocês têm alguma dica ou já passaram por alguma experiência na Europa? Deixem o seu comentário! bjs bjs e boa viagem