segunda-feira, 6 de junho de 2016

Curaçao - dicas, quando ir, onde ficar?

Nossa viagem mais recente foi para a deliciosa ilha de Curaçao! Para aqueles que acompanham nossas redes sociais e se encantaram por nossas fotos, estavam apenas aguardando pelo post no blog para saber todas as dicas do local. Tenho certeza que vão se apaixonar mais ainda, porque realmente o lugar é encantador!

O que esperar da ilha que parece trazer o coração no nome? Muuuuuuitas praias paradisíacas, com águas cristalinas de um azul turquesa impressionante, como promete (e cumpre) ser o Caribe! Além disso, o lugar nos surpreendeu com bons restaurantes e um povo bem sorridente! Adoramos! É indicado principalmente para duplas de viagem como a gente e famílias com crianças, mas para os mais festeiros é possível desfrutar dos beach clubs. Como em todo Caribe é recomendável ficar atento para o período do Spring Break (recesso escolar e universitário americano, que traz vários viajantes em busca de sol e festas para regiões de praia, como o Caribe). 

Praia de Jeremi

Se engana quem pensa que, por ser uma ilha, tudo fica perto! O aluguel de carro é quase obrigatório, pois as praias mais bonitas ficam bem distantes do centro (cerca de 40 km). Quase não vimos ônibus circulando e dizem que os táxis cobram valores bem salgados para o padrão brasileiro (mais ou menos $25 para levar do centro às praias). Então, o jeito é alugar carro mesmo! Achei fácil chegar até as praias, pois basta seguir as placas para WestPunt. Para facilitar, vale a pena baixar o mapa do google, que funciona offline. 

Outra dica é ficar atento para os locais de estacionamento, principalmente no centro, já que nas praias existem locais próprios. Digo isso, pois existem muitos lugares com o chão marcado de NP (no parking) e quando você finalmente acha uma vaga, parece muito bom para ser verdade! E é mentira! Não vimos essa informação em nenhum blog e acabamos aprendendo com o próprio erro. Salvo domingo e feriado, que o estacionamento é gratuito, nos dias de semana tem que pagar na máquina que fica próxima ao local. Como não vimos essa máquina, quando voltamos nossa roda estava presa com um papel fixado no para-brisa do carro. Pedimos ajuda aos locais (paramos próximo ao mercado flutuante), que tentaram ligar para o número e depois acabaram explicando pra gente onde ficava o guichê para pagar a multa de $15 (sorte que ficava perto e fomos andando). Ninguém merece!!!

Máquina para pagar o estacionamento
É recomendável levar dólar e evitar as notas de $100, porque alguns lugares não aceitam. Também não aceitam moedas. O troco pode vir em dólar ou em moeda local (Florim). A maioria dos locais aceitam cartões de crédito.

O Clima de Curaçao não é influenciado pelos furacões caribenhos, o que torna possível ser visitada durante praticamente todo ano, devendo ser evitada a época das chuvas que vai de outubro a dezembro, já que praia e chuva não combinam :)) Fomos em Maio e a temperatura estava em torno de 30ºC, já a água não estava morna, mas agradável, possibilitando passar bastante tempo fazendo snorkel e se refrescando do calor (que também não chega a ser insuportável, por conta dos ventos). Pegamos dias completamente ensolarados, assim como dias parcialmente ensolarados (maioria) e um dia de chuva (com sol no final da tarde).

Pôr-do-sol no final da tarde do único dia de chuva

Decidimos passar 1 semana na ilha e achamos de bom tamanho. A maioria passa 5 dias e muitos resolvem conjugar com Aruba, o que é uma boa pedida. Existem alguns cruzeiros que passam por Curaçao, mas, na minha opinião, não dá pra aproveitar o que Curaçao tem de melhor! Diria que de 5 a 7 dias é o ideal!

A língua oficial é o holandês! Sim, Curaçao é a antiga capital das Antilhas Holandesas e ainda tem muita influência na sua arquitetura, povo, comida e cultura de maneira geral. Mas quem acha que não vai conseguir se comunicar lá se engana, pois outra língua falada por lá é o papiamento, que mistura outras 7 línguas, inclusive o português. Então não estranhe se receber um "Bom dia", porque muitas palavras se parecem com nossa língua. Além disso, o espanhol e inglês também são bem aceitos, principalmente com quem trabalha com turismo.


Pra finalizar esse post, vou deixar 2 dicas de hospedagem. Nessa viagem, escolhemos nos hospedar em 2 pontos da ilha diferentes. Como estávamos de carro e malas suficientes para 1 semana, não seria um transtorno mudar de hotel e poderíamos conhecer e desfrutar de locais completamente diferentes, bem como aproveitar o melhor deles. Foi o que fizemos, mas não recomendamos isso para quem vai passar menos de 1 semana.

O primeiro deles, o (clique aqui) Floris Suíte Hotel, foi só surpresas positivas. O quarto é quase um apartamento, com varanda, sala, banheiro e copa (o que ajuda muito, pois a maioria dos hotéis não incluem na diária o café da manhã). Além disso, todo dia de 17h às 18h acontece um happy hour  na piscina com bebidas (cerveja, vinho, água e refrigerante) e alguns belisquetes bem gostosos (0800 total !!!). Era uma delícia desfrutar o final de tarde na piscina, ainda mais com todo esse mimo. Na sexta-feira, o happy hour ainda foi prolongado por mais uma hora, mas no hall do hotel.


quarto

Sala

copa/cozinha


Piscina do Hotel Floris

A localização do hotel é ótima, na praia de Piscadera (5 min. a pé ou o hotel faz o transfer de ida e volta, pra quem tem dificuldade ou pra quem só está com preguiça mesmo - nosso caso rsrssr). Essa praia é a mesma do Hotel Hilton, sendo a entrada, espreguiçadeiras e toalhas gratuitas para os hóspedes (do Floris também). Essa praia possui a estrutura de 2 bares que dão apoio aos frequentadores: o Pirate Bay Beach Club e o Moomba Beach Club.

Outra característica do hotel é que a entrada de crianças não é permitida, talvez por ser gay friendly, ou seja, quem se hospeda no hotel já sabe que pode (e provavelmente vai) encontrar casais gays e a bandeira do arco-íris já anuncia isso logo na entrada do hotel. Não significa que apenas casais homossexuais podem se hospedar, tanto que foi lá que nos hospedamos, significa apenas que se você tem algum tipo de preconceito, lá não é o seu lugar. Aos nossos olhos, o momento que encontrávamos com os outros hóspedes era no happy hour da piscina, e era cada casal na sua, seja homo ou hetero, então não foi problema para gente!


Final de tarde - Happy Hour

Ahhh.... importante falar também que o WI-FI do hotel era MA-RA-VI-LHO-SO!!!! E isso nos dias de hoje é tão importante quanto chuveiro quente rsrsrsrs Ou seja, por toda essa estrutura, adoraaaaaamos o hotel e recomendamos com empenho!

O segundo hotel, ficava na praia da Jan Thiel, mais ao sul, próximo da região do sea aquarium. Essa área da cidade é bem mais sofisticada e hoje em dia é considerada a parte mais cool para ficar. O hotel escolhido foi o (clique aqui) Papagayo Beach Hotel (também só para adultos) e de cara já dava pra perceber que ele ficava numa área mais nobre e consequentemente tinha um conceito mais chic-moderno.

Foto do site

Pra quem gosta de malhar (e tem disposição pra isso na viagem) o lugar é perfeito, pois os hóspedes têm acesso a uma mega academia (clique - The Challenge) e podem inclusive fazer as aulas (horários). Pra quem gosta de correr ao ar livre, vi alguns praticantes correndo a noite na região, pela rua mesmo. O legal é que já dá pra sair da academia, passar num mercado que fica ao lado e repor as calorias perdidas.



Bom, tirando a academia, tudo o mais é pago à parte e foi aí que demos valor às mordomias do Floris! Mas enfim, cada um tem seu estilo e foi exatamente por isso que escolhemos nos hospedar em dois hotéis diferentes.

Dessa vez, o quarto (muito mais luxuoso) não tinha cozinha, mas contava com um frigobar, que junto com o mercado, ajudava no café da manhã. A princípio tivemos que chamar a recepcionista até o quarto, porque a senha da internet não entrava de jeito nenhum e até ela mesma teve dificuldade de conectar, mas finalmente conseguiu.

quarto - foto do site




















O hotel ficava em frente à praia, que também era gratuita para os hóspedes. No entanto, a espreguiçadeira era paga à parte se você quisesse ficar na piscina salgada de borda infinita, imitando uma praia. Então, o jeito foi ir para a outra piscina, o que acabou sendo até mais legal, pois era bem mais reservada e também tinha borda infinita.















Um ponto a favor do hotel é que a estrutura de praia é muito boa. Possui 3 bons restaurantes: Zest, Zanzibar e o Tinto. Além disso, na parte de baixo do hotel, próximo do mercado que mencionei acima, fica um restaurante de comida asiática.

O hotel conta ainda com um vestiário para trocar de roupa e tomar banho, caso seu vôo seja depois do check out (se quiser pode pagar $50 pelo late check out). No nosso caso, como reclamamos que esqueceram de limpar o nosso quarto, acabaram dando o late check out pra gente, nada mais justo!

Uma coisa simples, que ficou na memória, era o delicioso aroma de jasmin do jardim do hotel, cheirinho da minha infância. Vontade de levar o jardim inteiro dentro da mala :)))


Bom, nesse post eu aproveitei para dar as principais dicas de Curaçao e fazer o review dos hotéis que nos hospedamos. Espero que vocês tenham gostado! O próximo post vou contar nosso roteiro com todas as praias visitadas e os restaurantes, vai ser imperdível!!! Até mais :))

Um brinde e até o próximo post ;)









5 comentários:

  1. Interessante, mas existe atrações para um turismo um pouco mais esportivo? Como mergulho com cilindro, pescaria de bicos e passeios de kaiak?

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  2. Oi, Carlos! Que eu me lembre, havia um centro de mergulho na praia do Hotel Hilton. As outras praias de westpunt eram praticamente desertas, com pouca ou nenhuma infraestrutura. As praias de Jan Thiel são mais movimentadas e com maior estrutura. No site da Copa Airlines achei alguns pontos de aluguel de caiaque e barco. ESpero que tenha ajudado.
    http://curacaoepossivel.com/atracoes/curacao-kayaking

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  3. Não sei falar inglês acha que seria problema?

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  4. Não sei falar inglês acha que seria problema?

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    1. Acho que não, Maria Rita! Normalmente os lugares em que você precisaria interagir com outras pessoas, tem pessoas que falam outras línguas, pelo menos um espanholzinho (restaurante, hotel). No mais, lá o ponto alto é curtir a praia e aí a linguagem é universal, deitar numa espreguiçadeira, ficar boiando na água e fazer snorkel. Todo mundo vai estar falando a mesma língua nessa hora rsrsrsr Brincadeiras à parte, você provavelmente deve ter muito medo de viajar por conta do idioma, desapegue! Costumo montar roteiro para os meus pais, que tb não falam inglês e eles sempre chegam sãos e salvos em casa! Relaxe, vai dar tudo certo!

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